Carta de suícidio (sem sentimento)
Para ti que vais começar a ler esta carta...bem...neste momento se calhar já não estarei presente no teu mundinho. O que fiz? Fugi aos problemas da vida de um modo pouco doloroso e sem dar muito nas vistas. Suicidei-me. Finalmente tive a coragem de o fazer. Mas será que foi coragem ou covardia? Só tu poderás julgar.
Presumo que queiras justificações para este meu acto "horrendo". Acho que não preciso explicitar, é mais um caso como tantos outros e pelas mesmas razões desses tantos outros. Isto já não me animava. Olhava à minha volta, o que me puxa? O que me liga? Como quebrar a ligação? Não seria preciso...já estava quebrada há muito tempo mas o nó que foi feito nessa mesma ligação demorou algum tempo a ser desfeito.
Nesta altura já pensaste sobre as vantagens e desvantagens do suicídio. Não penses sobre isso. Eu tomei esta decisão porque a vida assim o pediu, acho eu. Tu tens uma vida poluída, mas que poderá ser mudada por ti próprio. No meu caso, eu perdi as forças para lutar, não consigo evitar desanimar. Não deu mesmo para parar a minha vontade de pôr termo à vida.
Quero apenas lembrar-me daquilo que a vida me deu de bom...mas esqueci-me. Peço perdão por ter causado mais um incómodo por ter sujado a cama de sangue. Mas teve mesmo de ser.
Espero que sirva de desculpa o dinheiro que deixei de modo a comprares lençóis novos e bonitos. Será um presente para ti já que não tenho mais nada a oferecer.
Parto com esperanças de um futuro melhor. Talvez haja vida depois da morte...ou talvez não passe do caixão...mas como é sabido, não quero ser enterrado, lembrado por gente em dias inventados por uma fé devassa e por uma religião tão hipócrita.
Para finalizar esta carta...que não sei bem porquê mas decidi escrevê-la...despeço-me de todos os que me conhecem e que gostam de mim. Espero que a vossa vida não acabe como a minha e que sejam felizes. 08/08/2006
Presumo que queiras justificações para este meu acto "horrendo". Acho que não preciso explicitar, é mais um caso como tantos outros e pelas mesmas razões desses tantos outros. Isto já não me animava. Olhava à minha volta, o que me puxa? O que me liga? Como quebrar a ligação? Não seria preciso...já estava quebrada há muito tempo mas o nó que foi feito nessa mesma ligação demorou algum tempo a ser desfeito.
Nesta altura já pensaste sobre as vantagens e desvantagens do suicídio. Não penses sobre isso. Eu tomei esta decisão porque a vida assim o pediu, acho eu. Tu tens uma vida poluída, mas que poderá ser mudada por ti próprio. No meu caso, eu perdi as forças para lutar, não consigo evitar desanimar. Não deu mesmo para parar a minha vontade de pôr termo à vida.
Quero apenas lembrar-me daquilo que a vida me deu de bom...mas esqueci-me. Peço perdão por ter causado mais um incómodo por ter sujado a cama de sangue. Mas teve mesmo de ser.
Espero que sirva de desculpa o dinheiro que deixei de modo a comprares lençóis novos e bonitos. Será um presente para ti já que não tenho mais nada a oferecer.
Parto com esperanças de um futuro melhor. Talvez haja vida depois da morte...ou talvez não passe do caixão...mas como é sabido, não quero ser enterrado, lembrado por gente em dias inventados por uma fé devassa e por uma religião tão hipócrita.
Para finalizar esta carta...que não sei bem porquê mas decidi escrevê-la...despeço-me de todos os que me conhecem e que gostam de mim. Espero que a vossa vida não acabe como a minha e que sejam felizes. 08/08/2006


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