segunda-feira, dezembro 29, 2008

Time never stops, never stops, NEVER!

Boa noite, é oficial, mais um dia cheguei derrotado a casa. Vai ser amanhã! Vai ser amanhã que vou vencer! Não me chateiem com a pergunta "e o que é que vais vencer?" porque nem eu sei, só sei que vou ganhar qualquer merda, afinal, o célebre ditado inglês tem de se verificar: "You win some, you lose some".
"Está tudo bem?"...odeio esta pergunta. Se respondo que sim é porque escondo algo mas para quê responder não? Alguém se importa? E se sim, porquê? Não quero falar com ninguém, aprendo com o tempo que a pessoa inteligente é aquela que fala no momento oportuno e que...simplesmente está ocupada a viver a vida e não tem tempo para falar assim tanto.
Estou em baixo, cada vez a nostalgia é maior sobre o tempo em que pouca coisa fazia-me feliz. Serei mesmo eu? Não me reconheço, parece que mudei completamente. Antes sorria, despreocupado...podia desabar o mundo em mim que no dia seguinte o samba começava de novo e Victor saía contente de casa e assim voltava. Hoje em dia não. Cresci...e parece que crescer faz mal. As preocupações são maiores, a responsabilidade é maior e as razões dessas preocupações e responsabilidade são um número estupidamente maior quando comparadas há 7 anos atrás. E agora parece que já não tenho forças para sair do abismo tão rapidamente como saía antes. Custa cavar quando pouco tenho descoberto (é uma expressão de estilo seus macacos, não é para ser tido em conta literalmente).
Estive mal no início do mês, chegou a meio e nada mudou...agora no final a situação é a mesma. Estava frágil não estava? Não queria que me visses naquela figura mas foi o que se arranjou. Nervoso, não conseguia pensar, eu só quero o teu bem e a ti quero tratar-te como mereces. Hoje já estou resignado, o que há para fazer? Para onde quer que me vire será igual e tenho de saber lidar com isso. Claro que revolta, mas já há muito que sei que justiça é relativa, sorte também e é por isso que um dia terão as duas de parar à minha porta. Mas um beijo já fazia toda a diferença. Assim, como podem perceber, a menos que fique podre de rico ou que consiga sentar-me na sanita sem sentir frio nas nádegas, o Ano Novo começará do mesmo ponto onde o outro acaba (DEIXEM-ME ACABAR!), ou seja, no mesmo sofrimento e agonia porque é impossível querer renovação, vida nova se há problemas que não podem ser resolvidos por mim...terá de ser o filho da puta do tempo...tenho de esperar...mas sou um impaciente do caralho.
E tu? Que hei-de fazer contigo? Já não é confusão, é algo que nem eu sei bem o que é porque não consigo descrever, dizer por palavras...apenas sinto...e sentir é uma bosta. I'm alive but barely breathing.
Um desejo de final de ano...fica aqui o pedido...mas se revelar não se concretiza...embora de qualquer das maneiras não vai acontecer...mas não vou contar, até já sabes o que é...SOGB