quarta-feira, agosto 23, 2006

Odius eternus infernalius

Não estou bem, quero dizer a toda a gente que sinto raiva, RAIVA! Tanto tempo sem escrever, queria controlar-me mas a verdade é sempre revelada. Serei o único cabrão com cérebro? Está tudo ao contrário, os valores estão ao contrário...OS VALORES!!! É pedir muito encontrar alguém que me perceba? Só me vêem a reclamar mas tenho razão. Na minha perspectiva tenho razão e ninguém, NINGUÉM me tira essa ideia. O sangue a verter no chão é aquilo que ainda me faz viver, a brutalidade insere-se gentilmente na minha cabeça para esmurrar quem quer que seja. Uma pessoa chega a um ponto onde não consegue pensar em coisas alegres. Começo a pensar então no grotesco, no cruel, no desumano. Alguém merece pena? Não!
Terei de segurar as minhas mais profundas emoções? Algures na Suécia haverá uma cidade onde me sentirei bem e esteja isolado do feio, do nojento, da poluição humana que existe hoje em dia. Sinto nojo ao meu redor, isto é apenas mais um jogo de computador? Gritos fazem-me chorar e sentir como se tivesse a dormir na casota da cadela. O mundo é meu! MEU E DE MAIS NINGUÉM! É O MEU MUNDO E NÃO O VOSSO. Não me podem controlar meus caros. Meus caros...também nem tanto...meus insignificantes, digo.
A raiva que sinto é um disfarce de uma frustração de não poder controlar o que acontece ao meu redor. As pessoas não se comportam da forma certa. As pessoas são burras. Disciplina...quero apenas um pouco de disciplina e de honestidade. Não é sinónimo de fraqueza mas sim de certeza, de força, de coragem.
Estou farto desta podridão. HAJA ATITUDE PORRA...FODA-SE!

domingo, agosto 13, 2006

Contemplate a miserable nothing

É muito difícil definir algo que não sei o que é. Algo se passa, algo escapa ao meu raciocínio, e deixa apenas a sensação que existe mas não se quer mostrar. É melhor não pensar nisso certo?
Continuando...no meu mundo de pura esquisofrenia apenas tu poderias completá-lo. Agora penso...és impossível de se tirar da cabeça, estás a torturar-me, LARGA-ME! Às vezes penso que devias morrer e não significar mais nada para mim. Alguma vez fui feliz contigo? Devia detestar-te. Mas tu és a definição do que melhor sinto em mim. Hoje podia ter saído, mas optei por ficar a pensar em ti. És impossível...impossível. Só posso rir-me quando penso em ti. De facto já fizeste cada uma...mas estás sempre no pensamento.
Sim, é o amor, aquele cara que te fica a massacrar o cérebro. É dele mesmo que estou a falar. Estou a dar-lhe muitaa importância...vou fingir que não o conheço.
As férias já vão na sua curva descendente de vida e em breve irão dar lugar às aulas fatídicas, monótonas em que uma pessoa só pensa na hora de saída. Outra coisa também é verdade...estarei mais com os amigos...mas será essa a minha prioridade? Não responderei a esta pergunta. Entretanto vou ouvindo o que o senhor Mikael está a cantar para mim..."Summer is miles and miles away...and no one would ask me to stay...And I should contemplate this change to ease the pain...and I should step out of the rain...and turn away".

quarta-feira, agosto 09, 2006

S-ó

Alone! Sozinho! Só!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Alone! Alone! Materialised in stone! Forever to stand alone! Alone! Sozinho! Ausência! Abstenção! Falta de! At least I fucking tried! I fucking tried! And the result is loneliness!!! ALOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONE! Porra! Caralho!! As pessoas vão passando e eu com o meu jeito esquisofrénico digo SAIAM! SAIAM JÁ! EU QUERO ESTAR SOZINHO! EU DEVO ESTAR SOZINHO! EU NEM ACREDITO EM DESTINO MAS ACHO QUE É A MINHA FUNÇÃO ESTAR SOZINHOOOOOOOOOOOOO!
Black death, redemption. "Rende-te Victor, sozinho ficarás! Rende-te ou serás mutilado e sofrerás uma morte violenta!"..."VAI-TE FODER SIM CABRÃO DE MERDA? OLHA A MINHA CARA DE PREOCUPADO!"..."MUAHAHAHAHA...vou-te matar...AHAHAHAHA"..."Vamos a isso, tenta, estou aqui para ti, RIGHT HERE, RIGHT FUCKING NOW!"
O mundo estará sozinho! Não estará não! SÃO QUASE 7 BILIÕES DE AZEITEIROS! DE CERTEZA QUE NÃO FICARÃO SOZINHOS...só eu...e apenas fucking EU, CARALHO!
Algo falta aqui...

terça-feira, agosto 08, 2006

Carta de suícidio (sem sentimento)

Para ti que vais começar a ler esta carta...bem...neste momento se calhar já não estarei presente no teu mundinho. O que fiz? Fugi aos problemas da vida de um modo pouco doloroso e sem dar muito nas vistas. Suicidei-me. Finalmente tive a coragem de o fazer. Mas será que foi coragem ou covardia? Só tu poderás julgar.
Presumo que queiras justificações para este meu acto "horrendo". Acho que não preciso explicitar, é mais um caso como tantos outros e pelas mesmas razões desses tantos outros. Isto já não me animava. Olhava à minha volta, o que me puxa? O que me liga? Como quebrar a ligação? Não seria preciso...já estava quebrada há muito tempo mas o nó que foi feito nessa mesma ligação demorou algum tempo a ser desfeito.
Nesta altura já pensaste sobre as vantagens e desvantagens do suicídio. Não penses sobre isso. Eu tomei esta decisão porque a vida assim o pediu, acho eu. Tu tens uma vida poluída, mas que poderá ser mudada por ti próprio. No meu caso, eu perdi as forças para lutar, não consigo evitar desanimar. Não deu mesmo para parar a minha vontade de pôr termo à vida.
Quero apenas lembrar-me daquilo que a vida me deu de bom...mas esqueci-me. Peço perdão por ter causado mais um incómodo por ter sujado a cama de sangue. Mas teve mesmo de ser.
Espero que sirva de desculpa o dinheiro que deixei de modo a comprares lençóis novos e bonitos. Será um presente para ti já que não tenho mais nada a oferecer.
Parto com esperanças de um futuro melhor. Talvez haja vida depois da morte...ou talvez não passe do caixão...mas como é sabido, não quero ser enterrado, lembrado por gente em dias inventados por uma fé devassa e por uma religião tão hipócrita.
Para finalizar esta carta...que não sei bem porquê mas decidi escrevê-la...despeço-me de todos os que me conhecem e que gostam de mim. Espero que a vossa vida não acabe como a minha e que sejam felizes. 08/08/2006

segunda-feira, agosto 07, 2006

Carta sem romance

Era suposto seres a minha única cura. Agora não me importo. Não me importo com nada. A vida não é nada. O planeta não é nada. Era suposto seres a minha única cura. Já não significa nada. A minha doença é o sofrimento. Não desejo um mundo melhor. Não desejo nada para ninguém. Ninguém merece nada. O amor torna-se ódio quando apodrece dentro do coração da pessoa que o produz. Sem ninguém o libertar, sem ninguém querer abrir a caixa de surpresas.
Era suposto seres a minha única cura. É rídiculo? O que é ridículo é rires-te sem pensar que outros poderão estar a chorar e a sofrer enquanto andas pela rua sem te importares. Entendam como quiserem, isto é para todos. Olhem para a vossa cara, são superiores a mim? Com uma arma tenho o poder de, num instante, ver as lágrimas a cair dos vossos olhos miseráveis a implorar-me misericórdia para não puxar o gatilho. Eu não implorava, enfrentava, não seria patético.
Era suposto seres a minha única cura. O que faço quando vejo que vivo algo que não faz sentido? Amo-te. Odeio tudo. O que é amor? Um gráfico ascendente só se for da cólera que sinto. Pensa cinco segundos antes de me fazer chorar de novo. Pára! Pára! Pára! Parece que vamos ver sangue espirrado e cuspido. É O+ ou O positivo como lhe chamam. Aproveitem hospitais para poderem fazer uma transfusão para alguém de modo à pessoa viver torturada mais uns dias na sua vida antes de ter o eterno descanso. Para que poupá-la? Era suposto seres a minha única cura. Quero saber o objectivo para a salvação, CATHÁRSIS. Entretanto, vivo num eterno PATHOS. Qual é o problema? QUAL É O PROBLEMA?? QUAL É A MORTE? QUEM NÃO ESTÁ MAIS COMIGO?? ERA SUPOSTO SERES A MINHA ÚNICA CURA!! QUEM NÃO VIVE COMIGO?? ESTOU A PERDER-TE!!! NÃO VÁS!!! NÃO!!! QUERO RESISTIR!!!
A vida não vale nada sem ti, esta carta não faz sentido, só te quero pedir que venhas de novo, não partas, não consigo viver sem sentir-te...amor...

domingo, agosto 06, 2006

Her Ghost In The Fog, The Mordent Liquor of Tears

As imagens assustam, o mundo vai na sua curva descendente para a miséria, a morte. Lentamente os meus laços com este planeta deterioram-se. A sensação de estranheza ainda não me passou, sinto-me cada vez um forasteiro na Terra, como se fosse diferente de todo o resto. De facto é difícil explicar, talvez desta maneira seja melhor. Sinto que, por mais que conheça as pessoas e por mais confiança que tenha com as mesmas, sou um estranho, um desconhecido.
Qual o caminho a ser percorrido? Estarei a pensar muito com as letras? Apenas sei que o sentimento de pertença já não é conhecido para mim. Muitos dos que me lêem...se é que lêem, podem achar que estarei a endoidecer. Essa será mais uma opção a ter em conta. Nas minhas férias tenho estes momentos de dramatismo e tensão.
Preciso de respostas a perguntas fáceis mas, contudo, não são tão fáceis como parece. A única situação que posso dizer que é francamente positiva, por esta altura, é que não tenho inimigos e ninguém com esteja chateado. Só isso é menos vários problemas par serem resolvidos.
Também posso resolver os que tenho na cabeça agora...isto é tempo a mais para pensar e discernimento a menos. I need a ocupation right fucking now...